quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Anos 90: good times bad times.

Ouso dizer que os anos 90 foram os melhores da minha vida. As melhores lembranças são as que estão entorpecidas e acomodadas na minha mente inquieta. Lendo o post de Daniel, toda aquela história do kichute... Tive alguns flashbacks que me trouxeram à cabeça todas pessoas e coisas que fizeram parte daqueles tempos, aos quais me reportam com tanto romantismo. Na verdade, nem tudo foi bonito. O peso de alguns acontecimentos não digo que foram insuperáveis, mas marcaram a fundo, deixando algumas marcas seja no comportamento ou na maneira de pensar ou ver a vida como um todo, não como bloquinhos fragmentadas, o que nos ensina tola e insanamente o o século XXI.

Gosto das grandes lembranças. No meu post anterior, contei como foi meu primeiro contato com este irmão mais novo que eu tenho: o Danilo. Hoje, escrevo para falar sobre dois caras não menos maravilhosos e importantes na minha vida: o Gustavo e o Luizinho.

Como no post anterior: O ano era 1993. Meu primeiro ano na escola, o Chiquinho. Tudo muito novo, uma gurizada mais velha, um colégio grande, diferente do que eu estudara anteriormente (o já não mais inexistente Barão de Santo Ângelo). Eu havia recém chegado da quarta série e fui posto numa turma 52. Eu conhecia somente um cara na turma, o Vandinho. Era um amigo da rua onde morávamos, mas não tínhamos grandes afinidades na verdade. Fazíamos companhia um ao outro na escola porque ali éramos novos, e, assim, a ambos era mais conveniente. Passados alguns meses, eu já estava entrosado.

Lembro bem: Havia três caras na sala que eram os "piores": Luciano, conhecido como "loirinha", o Jorge e o Gustavo (que na época era conhecido como "cheira-cu"). Lembro que me dava bem com esses caras, meio à distância, mas tínhamos uma boa convivência. Eles eram mais velhos, exerciam liderança na turma, eram os sacerdotes da 52. Gustavo era um guri magro, cabelo liso, tez meio morena, olhos, como se diz..., meio farol. Ele tinha um sorriso aparentemente maldoso, traquina mesmo! Nesse ano, a bem da verdade, tivemos poucos contatos na escola. Conhecia-o da rua, porque morávamos a uma distância de uns 3 quarteirões, na mesma rua. Ele tinha um irmão mais velho, o "Joe". O Joe vivia em companhia do Christian (louco, cocô, doente, ladrão de avião e outros apelidos...), que, assim como Joe, era um cara muito camarada (me falta um termo para qualificá-los melhor...). Desenhava de graça pra gurizada toda do bairro. Os dois eram mais velhos. (Eu tinha 11 anos. O Joe e o Christian deviam ter uns 15, 16 anos...) A gurizada sempre se espelha nos caras mais velhos em tudo, e isso é atemporal, acontece até hoje.

Os guris, Gustavo e Joe, saíram da escola. Perdemos o contatos. Encontrávamos às vezes pela rua...

No primeiro dia de aula de 1997, estava muito satisfeito. Sabia que encontraria toda a turma, o Nilo, com certeza. Isso era ótimo! Ficamos reunidos embaixo de uma árvore que há na frente da escola, no canteiro central. Pouco a pouco, ia chegando um com o cabelo diferente, outro com a voz um pouco mais grossa que no anos anterior, todos se aglomerando naquele momento de confraternização para mais um ano letivo. De repente, ao longe, avisto, uns quatro anos mais tarde, Gustavo e o Geraldo, como passei a chamá-lo naquele ano. Naquele momento, senti grande contentamento e fiquei eufórico, porque já os conhecia e sabia que formaríamos uma gangue ali ou qualquer coisa que fosse. Sem dúvidas tivemos grandes momentos em 97 na escola. Lembro que o Geraldo sentava próximo à porta e eu logo atrás, na velha e eterna disposição de um olhando a nuca do outro.

Haverá momentos em que vamos contar histórias dessa épocas, desde os grenais até as cartinhas que mandávamos em nome de outros.


Um comentário:

  1. HUHUHUHU!!!Genial cara!!!muito engraçado!! O joe!!hehehe!!sensacional!!!impagavel!!!

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